Recordações de Atães: (canastros e espigueiros)
Em tempos idos (hoje já um tanto abandonados),no fim do São Miguel (assim se designava o fim das colheitas do verão), em Atães como em todo o Minho, os lavradores guardavam as espigas do milho em “Canastros” ou “Espigueiros”.
Canastros eram uns artefactos de tamanho gigante feitos de varas entrançadas umas nas outras, assentes geralmente, em uma base feita de pedra ou madeira, em forma circular, com o topo feito de Colmo (palha de trigo ou centeio).
Espigueiros eram umas construções feitas com pilares de madeira ou cantaria, em forma rectangular bastante comprida e estreita. As paredes eram feitas de ripas de madeira, para que o ar circulasse para assim secar o milho que ali se encontrava armazenado.
A abóboda do mesmo, era feita em triángulo e com cobertura de Colmo ou telha portuguesa.
Na nossa Fréguesia havia muitos e bonitos Espigueiros e Canastros, lamentávelmente hoje já quase extintos ou ao abandono. Seria muito importante, uma vez que a nossa Fréguesia, é um local com fácil acesso, (somos atravessados pela EN 101 e várias estradas Municipais), uma mais valia para Turismo Rural, o restaurar esses locais de armazenamento de cereais, e alguns moínhos que se encontram em ruínas ao longo do “Ribeiro da Passagem” entre o Lugar da Costa e Vilarinho.
Aqui deixo para memória e lembrança das gentes de Atães, e o apêlo à Junta de Fréguesia ou a quem de direito, para que não deixem morrer esses testemunhos e tesouros, da nossa Cultura ancestral.




